Com jeito de documentário, embora ficção “baseada em fatos reais”, Jean Charles é mais do que uma denúncia rasgada da atrocidade de que foi vítima o eletricista mineiro, morto com sete tiros na cabeça no metrô de Londres, em 2005.
“Jean Charles” foi feito em relativamente pouco tempo. Entre as informações na imprensa, as etapas foram sendo queimadas rapidamente. Para Goldman, as coisas não foram tão rápidas assim. “Não estou me queixando, só quero deixar claro que não filmamos a toque de caixa.”
E o filme, embora reconstitua a história de Jean Charles, não é sobre ele, ou só sobre ele. É sobre brasileiros no exterior, o tema que atrai o diretor, até porque, só assim, Goldman fala de si – da sua (da nossa) identidade. A maioria vai em busca de oportunidades, para ganhar dinheiro. O perfil desse migrante pouco muda – em geral é pobre e busca lá fora a vida que aqui não teve. Goldman reconstitui a história de Jean Charles pelo olhar de sua prima, a personagem de Vanessa Giácomo.
Resumindo: Jean Charles é um virador de como vivem e a que se submetem multidões de brasileiros Europa afora, especialmente na Inglaterra. A luta pela sobrevivência o faz pisar na bola. Quando sua vida parece que vai endireitar de vez, ocorre a tragédia – ele está no local errado. Fim
Jean Charles “baseado em fatos reais”, um filme verdadeiro!











