A 19ª Copa do Mundo chegou ao fim neste domingo, 11, com a vitória da Espanha sobre a Holanda por 1 a 0 e a consequente consagração da “Fúria” como a mais nova integrante do seleto grupo dos campeões do mundo. Com o término da competição, diversos “lances” ficarão para sempre na memória dos jogadores, dos torcedores e, principalmente, dos sul-africanos, que colocaram um continente inteiro dentro da festa do futebol. Argélia, Camarões, Costa do Marfim, Gana e Nigéria foram as outras seleções africanas a participar da competição. O fator casa, entretanto, não ajudou muito: apenas Gana passou à segunda fase, chegando até as quartas-de-final.
Jabulani

Nunca uma bola de uma Copa do Mundo foi tão comentada como a do Mundial 2010. A “Jabulani” colecionou uma série de críticas muito antes da competição começar, no dia 11 de junho. A Adidas, empresa responsável pela fabricação das bolas, manifestou surpresa em função das condenações, como a do goleiro brasileiro Júlio César: “Parece aquelas bolas de supermercado”.
Final Inédita

Desde 1978, no Mundial da Argentina, não se verificava uma final inédita, ou seja, uma decisão com duas seleções que nunca haviam levantado a Taça FIFA. Espanha e Holanda, desde o início favoritas ao título, chegaram ao último jogo após baterem potências como Alemanha e Brasil. Em 1978, Argentina e Holanda fizeram a decisão e os “hermanos” ganharam por 3 a 1. Agora, a “Laranja” novamente chorou a derrota após perder para Espanha por 1 a 0.
Virada

O Brasil deu adeus ao sonho do hexacampeonato de forma melancólica no estádio Nelson Mandela Bay, em Port Elizabeth, quando foi derrotado pelos holandeses por 2 a 1 nas quartas-de-final. A virada “laranja”, aliás, foi a terceira aplicada sobre a seleção canarinho na história das Copas do Mundo – e curiosamente, pelo mesmo placar das outras duas. A primeira ocorreu em 1950, com o Uruguai derrotando os sonhos do título em pleno Maracanã no Mundial do Brasil. A segunda foi na Copa da França, em 1998, com a Noruega fazendo 2 a 1 na terceira rodada da primeira fase.
Poucos gols

A Copa da África do Sul entrará para a história por um dado negativo: a pouca quantidade de gols. Em 64 jogos, foram marcados 145 tentos, gerando uma média de 2,26 por partida. Trata-se da segunda pior relação, à frente apenas do Mundial da Itália, em 1990, cuja média chegou a 2,21 gols por jogo.
Vuvuzelas

As cornetas sul-africanas ensurdeceram e, ao mesmo tempo, encantaram o mundo durante a Copa 2010, colocando o instrumento como símbolo do Mundial da África do Sul.
Público

A Copa 2010 deve atingir a marca de três milhões de torcedores nos estádios, algo que não é registrado desde o Mundial dos Estados Unidos, em 1994. Além disso, 364 mil turistas passaram pelo país durante a competição. A julgar pelos números, a África do Sul já pode comemorar.
Zebras

A Copa do Mundo da África do Sul não foi brilhante para França e Itália como foi a de 2006, na Alemanha, quando chegaram ao segundo e ao primeiro lugares, respectivamente. Os dois países foram eliminados ainda na primeira fase, decepcionado suas torcidas. O fato dos dois melhores colocados da competição anterior não terem conseguido passar às oitavas foi algo inédito na história da competição.
Erros

Erros de arbitragem também marcaram a Copa da África do Sul. A falha mais alarmante ocorreu na goleada da Alemanha sobre a Inglaterra por 4 a 1, pelas oitavas-de-final. Na ocasião, a bola colocada por Lampard bateu no travessão e passou a linha em cerca de 30 centímetros. O juiz, entretanto, não deu o gol que empataria a partida em 2 a 2. Ainda nas oitavas, a Argentina também se deu bem com a ajuda do árbitro, que validou um gol impedido de Tévez na vitória sobre o México por 3 a 1. Já na primeira fase, um gol anulado impediu uma virada histórica dos Estados Unidos sobre a Eslovênia pelo Grupo C. A partida terminou em 2 a 2 após os americanos saírem perdendo por 2 a 0.
Pé frio e vidente


Duas figuras marcaram a Copa do Mundo 2010 – e não foram jogadores. O polvo alemão “Paul” ficou mundialmente conhecido após acertar os vencedores de todos os jogos que a seleção alemã disputou, incluindo a derrota nas semifinais para a Espanha por 1 a 0. Já o vocalista dos Rolling Stones, Mick Jagger, ganhou a alcunha de “pé-frio” após torcer para os Estados Unidos e Inglaterra, nas oitavas, e para o Brasil, nas quartas, todos eliminados do Mundial.
Uma copa do mundo beem diferente da que estamos acostumados, não? Brasil que ganhe em 2014, senão…











