
A linguagem popular sempre foi fluida, sujeita a modismos, que podem ser geograficamente localizados e desaparecer com o tempo, a internet mudou isso. As expressões são registradas nos blogs e nas redes sociais.
Na música Stefani Joanne Angelina Germanotta já virou sensação pop, escândalo, símbolo de bizarrice e diva gay. Agora, Lady Gaga também é uma expressão popular.
Na televisão, dois participantes do reality show Big Brother 10 eram gays. Um deles, o maquiador Dicésar, popularizou o “adogo!” (versão de “adoro”). Dois humoristas do programa Pânico na TV! imitam gente como Dicésar. As expressões “aloka” e “Uh, Lady Gaga!” ficaram famosas por causa deles.
A personagem Katylene é uma das responsáveis por disseminar o vocabulário gay na rede.
Veja algumas gírias abaixo. Muitas você já conheçe:
Aloka – Interjeição de espanto diante de atitude louca de alguém.
Aham,Cláudia, senta lá – Expressão para concorda e ao mesmo tempo menosprezar alguém. Surgiu com a apresentadora Xuxa, quando pediu a uma criança voltar a seu lugar na platéia.
Murry – “Morri” com pronuncia de inglês. Significa não agüento mais ou ficar espantado.
Fazer à egípcia – Ficar indiferente, superior. Remete à imagem das figuras antigas, de perfil.
Se joga, pintosa – Algo como “vá em frente”
Bee ou bi – Vem do vocativo “bicha”. É o modo de chama outro gay.
Estar burning – Vem do inglês burning (queimado). É estar agitado ou ansioso.
Fazer aloka – agir como louco, ou ter atitudes inesperadas.
Toda trabalhada – É um elogio quanto à aparência.
Fazer a Kátia – Fazer-se de desentendido. Referência à cantora que fez sucesso nos anos 80 com Roberto Carlos.
Uh,Lady Gaga – É uma interjeição usada para fazer humor.
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